Gestão de empresas familiares

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Gestão de empresas familiares: quais os desafios e como superá-los?

O sonho do negócio próprio é cada vez mais comum no imaginário do brasileiro. Uma forma de administração muito recorrente é o chamado negócio familiar. Entretanto é de suma importância ser extremamente criterioso na gestão de empresas familiares para que as relações pessoais não sobressaiam às necessidades reais da empresa.

Engana-se quem pensa que as empresas familiares são apenas aquelas de pequeno ou médio porte — existem negócios desse tipo de todos os portes, desde pequenos comércios até multinacionais de grande renome, como Ford, Wal-Mart e C&A.

No entanto, para que esse modelo gerencial prospere, é preciso que haja um planejamento e o estabelecimento de políticas internas rígidas. Caso contrário, corre-se o risco de que conflitos internos prejudiquem diretamente a prosperidade da empresa.

Pensando nisso, aqui trataremos da gestão de empresas familiares, quais são seus desafios e as melhores medidas para superá-los de modo que os laços pessoais não comprometam o crescimento do empreendimento. Preparado? Então, continue acompanhando!

Principais desafios ao gerir empresas familiares

Uma das questões centrais da gestão de empresas familiares é, muitas vezes, a falta de profissionalismo e de controle. Isso acontece quando o lado pessoal se mistura com a administração da empresa e, assim, há informalidade e desestruturação que freia a prosperidade da empresa.

Na sequência abordaremos, um a um, os desafios e problemas centrais da gestão de empresas familiares e como superá-los. Acompanhe!

Disputas entre gerações

Disputas entre gerações

É comum que as gerações mais novas questionem os valores e, principalmente, o comportamento das gerações que as antecederam. No entanto, quando o assunto é gestão empresarial familiar, tais questionamentos podem se tornar motivos para possíveis conflitos que interferem diretamente no andamento das atividades da empresa.

Tenha em mente que as novas gerações foram mais capacitadas, tanto em virtude da escolaridade quanto na facilidade de assimilar as constantes modificações no âmbito corporativo, como a introdução de novidades tecnológicas.

Portanto, conciliar o modo de visão dos mais velhos, que em muitos casos “aprenderam na prática”, com as novas propostas feitas pelos seus descendentes pode ser um grande desafio dentro da empresa.

Falta de comprometimento

Um grande desafio na gestão de empresas familiares é o controle do comprometimento dos funcionários que compõem o núcleo familiar. Esse tipo de gestão envolve relações de confiança e expectativas em níveis mais altos do que em negócios não familiares.

Portanto, incorre-se nos riscos tanto de os membros executivos não levarem a administração tão a sério quanto de que o excesso de envolvimento gere conflitos entre os gestores (que também são familiares).

O excesso de idealização dos resultados esperados pode ser problemático, especialmente quando não há concordância a respeito de quais medidas são mais adequadas no processo de decisões.

Para evitar esse tipo de problema, a melhor saída é estabelecer limites claros sobre o papel de cada membro da administração. Além disso, é importante tratar o desrespeito às normas vigentes com a maior imparcialidade possível, não permitindo que os vínculos familiares interfiram nos processos de trabalho.

Conflito entre questões familiares e administrativas

Outro desafio comumente encontrado na gestão de empresas familiares é a questão da contratação de funcionários. Em muitos casos, a presença de parentes na equipe é utilizada como um método de redução de custos — subentende-se que o familiar não exigirá o rigor da lei referente a salários e limites de horários.

Esse tipo de pensamento até pode funcionar em algumas empresas, mas exceções acontecem e, em muitos casos, a contratação familiar pode dar início a diferentes conflitos, como incompatibilidade de interesses e questionamentos de capacidade.

O sucesso de uma empresa é definido pelas pessoas que fazem parte dela. E é por esse motivo que as etapas de recrutamento de novos funcionários são imprescindíveis, principalmente em uma empresa familiar, onde é comum não encontrar um processo de escolha que priorize o perfil e a competência que a vaga disponível exige.

Essa prática repercute diretamente no desempenho organizacional, nos relacionamentos interpessoais dentro da empresa e, principalmente, na produtividade do negócio.

Falta de hierarquia

Em uma empresa familiar, é comum que os papéis se misturem e não fique claro de quem é a decisão final em caso de desacordo de ideias. É importante ressaltar que ser uma empresa familiar não significa que seja desnecessária a figura de um líder, ainda que como mediador de conflitos.

Fato é que o mercado é sempre mutável e competitivo. Logo, é preciso que os membros da administração tenham em mente que, muitas vezes, precisam priorizar os interesses do empreendimento, independentemente da possibilidade de contrariar preferências pessoais ou protestos de cunho emotivo.

Lembra que, logo no início do texto, mencionamos que o planejamento é essencial para o sucesso do negócio? Pois bem, para além disso, ele deve nortear as decisões da empresa e ditar padrões rígidos acerca das necessidades e limites da administração.

Desajuste das finanças

Uma preocupação central na gestão de empresas familiares deve ser o controle das finanças — não é porque investimento e lucros são divididos diretamente entre os membros que não é preciso estabelecer diretrizes bem claras sobre o controle financeiro do negócio.

O primeiro passo para que não haja desajuste das finanças é a determinação de salários para os membros familiares da administração. Lembre que os salários devem ser proporcionais ao nível de comprometimento, capacitação e peso da função para o negócio.

Quanto à participação nos lucros, estabelecer tetos é indispensável, bem como uma porcentagem mínima a ser destinada ao investimento na ampliação e aprimoramento do negócio.

Falta de investimento na capacitação dos funcionários

Direcionar investimento na capacitação do quadro de funcionários é de extrema importância para garantir que toda a estrutura e as tarefas empresariais funcionem da maneira mais adequada. Capacitar os colaboradores auxilia diretamente no aspecto motivacional da equipe, possibilitando maior reconhecimento pessoal dentro da empresa.

Isso não é (nem nunca deve ser) diferente em empresas familiares — pelo contrário, já que o sucesso do negócio beneficia diretamente os membros da administração. Por isso, lembre-se de que o comprometimento com a aprendizado relacionado à empresa não é um diferencial, é uma necessidade para qualquer empresa cujo objetivo seja diferenciar-se e prosperar em um mercado tão competitivo.

E então, aprendeu quais são os principais desafios encontrados na gestão de empresas familiares e como superá-los? Deixe um comentário no post com as suas dúvidas e sugestões!

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